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| Paranapiacaba |

| Estação Paranapiacaba (Infelizmente desativada) |
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Pátio da Estação de Paranapiacaba, s/nº - Paranapiacaba - Santo André/SP Inauguração: 16/02/1867 |
| A Vila inglesa de Paranapiacaba |
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Incrustada no alto da Serra do Mar, Paranapiacaba é mais do que uma antiga estação em estilo inglês. Cercada por uma vila arquitetonicamente importante, é um retrato vivo da história da ferrovia paulista. A vila foi construída no final do século passado pela São Paulo Railway, e possui mais de 250 edificações em estilo britânico, com casas de pinho-de-riga cercadas de jardins e racionalmente distribuídas. As constantes chuvas que caem na região, a umidade e a permanente neblina também remetem a Londres. A Estação Paranapiacaba é o final da extensão da Linha 10 (Luz-Rio Grande da Serra), que liga o centro de São Paulo ao ABC, no sudeste da Região Metropolitana. O vilarejo foi construído para abrigar os trabalhadores da ferrovia, que em 1867 concluíram o sistema de planos inclinados e patamares para movimentar as locomotivas na subida e na descida da serra. O sistema, chamado de funicular, exigia manutenção complexa e centenas de trabalhadores. A linha ligava Jundiaí, no interior de São Paulo, ao porto de Santos, e transportava principalmente café. O projeto urbanístico foi feito na Inglaterra. O pinho-de-riga foi importado da Irlanda e as telhas, da França. Os ingleses tomaram o cuidado de efetuar também um sistema de drenagem eficiente, e chegaram a importar uma planta do Nepal própria para segurar encostas de morros. |
| Museu vivo |
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Paranapiacaba é dividida entre as partes alta e baixa. Na primeira, fica a vila ferroviária de fato, chamada Villa Martin Smith. Nela, localiza-se o conjunto de 250 casas pré-fabricadas de madeira, a estação de trens e a torre do relógio, réplica perfeita do Big Ben londrino. Ali também ficam os pesados equipamentos que moviam o sistema funicular (tração feita a cabo). Na parte alta, estão as casas de alvenaria, muitas de estilo português, onde se desenvolveu o comércio. Ela se formou para abrigar os ferroviários aposentados que deixavam a Villa Martin Smith. Com a decadência do café e o fim da concessão, em 1947, a SPR passou a chamar-se Estrada de Ferro Santos à Jundiaí, e Paranapiacaba começou a perder a sua importância. Em 1974, o sistema funicular foi substituído pelo de cremalheira, muito mais moderno. Os novos equipamentos não precisavam tanto de infra-estrutura, e a vila começou a ser esvaziada. Até 1990, uma Linha 11special de passageiros ainda levava pessoas para conhecer a vila. Os visitantes podiam descer até um dos quatro patamares da serra pelo antigo sistema funicular. Como não era lucrativa, a Linha 7cabou desativada. Hoje, infelizmente, a cidade é servida pela somente por ônibus da EMTU com saídas em Santo André, passando por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. De qualquer forma, Paranapiacaba tem a sua vocação voltada inteiramente para o turismo. As atrações não se limitam à vila inglesa, à estação de trens e à vegetação exuberante, entremeada de várias trilhas. São pontos a serem visitados a Igreja de Nossa Senhora do Bom Jesus, construída em 1889, o Museu Castelinho e o Museu das Máquinas, erguido em 1903 e onde está o carro ferroviário feito especialmente para o imperador Dom Pedro II. |
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